Escola da AGU/GO recolhe doações para o Projeto Amar

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Publicado : 05/12/2018 - Alterado : 10/12/2018

O Natal é uma data que torna muitos de nós mais sensíveis e solidários. No entanto, às vezes, não sabemos como e quem ajudar. Pensando nisso, a Escola da AGU em Goiás (EAGU/GO), convida membros e servidores da instituição a participarem da campanha de arrecadação de materiais escolares para crianças do Projeto Amar. As doações podem ser entregues até o dia 14 de dezembro na própria EAGU/GO.

A sugestão de doação de materiais escolares veio da própria direção do Projeto. Segundo a coordenação, os recursos são fundamentais para as atividades de apoio escolar, desenvolvidas pelo Projeto durante todo o ano. De acordo com a coordenadora pedagógica do Projeto Amar, Jacira Ribeira de Lima Santos, o objetivo principal do Projeto é contribuir com o desenvolvimento social das crianças assistidas.

Atividades diversas para uma vida mais equilibrada

A instituição atende, atualmente, cerca de 200 crianças entre 5 e 15 anos. Segundo Jacira, o Projeto Amar prioriza as necessidades básicas da comunidade. Dentre as atividades oferecidas há aulas de música, judô, acompanhamento pedagógico, psicológico, com fisioterapeuta e educação cristã. De acordo com a coordenação do Projeto, a multiplicidade de atividades oferecidas busca promover às crianças melhor qualidade de vida e auxiliar o desenvolvimento equilibrado do indivíduo em diversas áreas.

Outra proposta do projeto é promover capacitação profissional para as famílias das crianças atendidas. Já foram realizadas oficinas de pintura em tela e formação em Corte e Costura. No entanto, por falta de recursos, atualmente, a instituição interrompeu esse tipo de atendimento. Apesar do projeto possuir profissionais contratados, muitas das atividades são oferecidas em parceria com faculdades e por meio de trabalhos com voluntários.

Desafios financeiros e sociais

De acordo com a coordenadora pedagógica Jacira Ribeira, o maior desafio do projeto são as limitações financeiras. “ Somente, recentemente, o Projeto Amar se tornou uma ONG e poderá receber auxílios do Governo. A folha de pessoal é muito onerosa para a instituição. O Projeto Amar tem como fonte de recursos uma contribuição mensal das famílias atendidas no valor de R$ 25,00 por criança. Além disso, também são feitos bazares regulares de objetos doados para a instituição, à fim de complementar o caixa da instituição.

A coordenadora do Projeto enfatiza que toda ajuda é bem-vinda. “A falta de pessoal e material limita bastante as atividades e capacidade de atendimento do Programa. As parcerias e voluntários são fundamentais para a instituição”, destacou Jacira. Segundo ela, o projeto precisa de doações de produtos alimentícios, higiene e limpeza, materiais escolares e lúdicos. Ela destacou que o trabalho de voluntários, também, pode ser prestado em qualquer área, desde auxílio na cozinho até no apoio escolar e psicológico.

O Projeto Amar apresenta duas unidades de atendimento, situados em bairros carentes de Goiânia. Uma delas está localizada no Jardim Dom Fernando I e outra no setor Goiânia Viva. Muitas crianças se apresentam em situação de vulnerabilidade. Várias famílias buscam o Projeto, como forma de auxílio para impedir a inserção das crianças no processo de degradação pessoal e social que a comunidade pode representar

A coordenadora do Projeto destacou que é necessário dedicar atenção especial ao comportamento e psicológico das crianças atendidas. “Já detectamos vários casos de violência doméstica e até mesmo abusos infantis e envolvimento com drogas. Procuramos nos aproximar das famílias e intermediar a solução dos conflitos. Mas, algumas vezes, ocorre a evasão do projeto. O trabalho do Projeto Amar é desafiador em todos os sentidos”, relatou Jacira.

História do Projeto Amar

O Projeto Amar teve início em 1988, com a proposta de auxiliar famílias carentes na criação e eduação de crianças e adolescentes. Sob a liderança da Missionária Maria Lúcia Rodrigues dos Santos, um grupo de voluntários, formado por assistentes sociais, educadores, médicos, dentistas e outros profissionais deram os primeiros passos para que esse sonho se tornasse realidade. 

A sede do Projeto foi construída no ano de 1994 no Jardim Dom Fernando II, um assentamento popular criado pelo governo em outubro de 1987. A maioria da comunidade é composta de trabalhadores do mercado informal e em situação de subempregos. A construção foi realizada em uma área adquirida através de doações. Todo investimento da construção civil é fruto de convênios com organizações nacionais e internacionais e doações voluntárias.


 
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