AGU assegura extradição de Raul Schmidt para o Brasil

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Publicado : 30/01/2018 - Alterado : 02/02/2018

Foto: mre.gov.br.jpg
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A Advocacia-Geral da União (AGU) assegurou na Justiça Portuguesa, em conjunto com a Procuradoria-Geral da República (PGR), a extradição para o Brasil de Raul Schmidt, acusado de pagar propinas a ex-diretores da Petrobras, no âmbito da Lava Jato.

A Justiça portuguesa negou os últimos recursos do brasileiro e determinou a extradição, confirmando decisão anunciada em dezembro de 2016.

Foragido em 2015, ele foi para Portugal em virtude da dupla nacionalidade, obtida em dezembro de 2011. Detido em março de 2016, fez acordo com o Judiciário português para responder o processo de extradição em liberdade.

A extradição foi autorizada com a condição de que o julgamento no Brasil só ocorra por atos praticados antes da obtenção da nacionalidade portuguesa.

“Todos os recursos interpostos foram rejeitados”, afirmou Tonny Teixeira de Lima, advogado da União que atuou no caso, do Departamento de Assuntos Internacionais (DAI) da Procuradoria-Geral da União (PGU), órgão da AGU.

Segundo o advogado, a decisão de extradição transitou em julgado em 9 de janeiro de 2018, tendo o Tribunal de Relação de Lisboa determinado a emissão de mandado de detenção para entrega de Schmidt às autoridades brasileiras.

Schmidt é investigado pelo pagamento de propinas aos ex-diretores da Petrobras Renato de Souza Duque, Nestor Cerveró e Jorge Luiz Zelada, todos envolvidos no esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa investigado pela Lava Jato.

Além de atuar como operador financeiro no pagamento de propinas, Schmidt também aparece como preposto de empresas na obtenção de contratos de exploração de plataformas da Petrobras.

Marco Antinossi


 
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