Lava Jato: AGU fica mais perto de obter extradição de acusado de intermediar propina

Imprimir: Lava Jato: AGU fica mais perto de obter extradição de acusado de intermediar propina Compartilhamento: Lava Jato: AGU fica mais perto de obter extradição de acusado de intermediar propina Lava Jato: AGU fica mais perto de obter extradição de acusado de intermediar propina Lava Jato: AGU fica mais perto de obter extradição de acusado de intermediar propina Lava Jato: AGU fica mais perto de obter extradição de acusado de intermediar propina
Publicado : 13/09/2017 - Alterado : 15/09/2017

Foto: mre.gov.br
Foto: mre.gov.br

A Advocacia-Geral da União (AGU) obteve junto ao Supremo Tribunal de Justiça de Portugal decisão favorável à extradição de Raul Schmidt Felippe Junior, acusado pela operação Lava Jato de intermediar pagamentos de propinas no valor de US$ 31 milhões. Atualmente detido em Lisboa, Raul teve a prisão preventiva decretada pela Justiça brasileira.

Ele é acusado dos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF), Schmidt teria intermediado, em 2009, o pagamento de propina para a Diretoria Internacional da Petrobras na contratação por US$ 1,8 bilhão da empresa Vantage Drilling Corporation para afretamento de navio-sonda. Ele também teria intermediado o pagamento de propina em contrato de fornecimento de navio-sonda pela empresa Pride International.

Para representar o Brasil no processo de extradição, o MPF solicitou a atuação da AGU, que por sua vez contratou um escritório de advocacia português que passou a atuar no processo sob orientação dos advogados da União e da Secretaria de Cooperação Internacional da Procuradoria Geral da República (PGR).

Schmidt tem nacionalidade portuguesa desde 2011, mas foi detido em março de 2016 em Lisboa após ter a prisão preventiva decretada pelo juiz Sérgio Moro.

O pedido de extradição formulado pelo Brasil foi aceito pelo Tribunal de Relação de Lisboa, mas a defesa do acusado recorreu ao Supremo Tribunal de Justiça, que agora manteve a decisão. Ainda cabe recurso ao Tribunal Constitucional de Portugal.

Marco Antinossi


 
« Notícia anterior
 
Próxima notícia »