Presidente da OAB afirma que não basta fazer crítica é necessário buscar soluções para melhorar a advocacia pública

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publicado : 07/03/13
"Dizer que vai fazer é algo muito fácil, fazer que é algo muito difícil, e efetivamente muitos se limitam a ficar na crítica, a ficar apenas no âmbito de marcar posição". Isso foi o que disse o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vinicius Furtado Coelho, durante evento em comemoração ao dia da advocacia pública Federal realizado na Advocacia-Geral da União (AGU), em Brasília, nesta quinta-feira (07). De acordo com o advogado, é necessário dar um passo adiante para realizar as conquistas para toda a advocacia brasileira.

O encontro faz parte das comemorações de 20 anos da AGU. Na mesa estiveram presentes o Advogado-Geral da União, Luís Inácio Adams, Vice-Presidente jurídico dos Correios, Cléucio Santos Nunes, o diretor da Associação Nacional dos Procuradores de Estado , Marcello Terto e Silva, o presidente da Associação Nacional dos Procuradores Municipais, Antônio Guilherme Rodrigues de Oliveira e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. No momento foi debatido sobre a evolução da advocacia pública no Brasil e o que pode ser melhorado.

O presidente da OAB destacou que a Advocacia-Geral da União, os procuradores, os presidentes das associações, o Conselho Federal da OAB estão emanados em uma grande caminhada para cada vez mais firmar a advocacia pública como ente valorizado, como ente que cumpra suas finalidades constitucionais. "Sem dúvida alguma esse diálogo e aproximação são importantes, a missão que estamos construindo é fundamental para que saiamos do discurso e possamos colocar na prática todos nós aquilo que pensamos", afirmou.

Ele fez uma analogia com o comportamento nas diferentes partes do mundo. Diante de um problema os ocidentais se ocupam em procurar pessoas para colocar a culpa e os orientais buscam soluções para obter resultado para melhorar as instituições, a convivência, transformar tudo em uma forma sadia para construir uma instituição cada vez mais republicana. "Precisamos construir pontes e não muros, é bem mais fácil construir soluções do que procurar culpados", destacou.

Sobre a AGU, Furtado Coelho, alertou que a advocacia pública integra de forma muito específica a Constituição Federal, sendo mencionada como uma função essencial da justiça, já no seu artigo 131. "É uma carreira de matriz constitucional, sem dúvida alguma a ordem jurídica brasileira não a fez de forma não pensada".

Para ele, é importante em uma democracia afirmar sempre que o Brasil deve ser a terra da liberdade.

"Necessitamos amar a opinião que odiamos, precisamos defender a existência da divergências. Isso é muito importante para democracia, que todos possam expressar suas opiniões diversas sobre as matérias e que possamos dialogar com o espírito aberto, com a tolerância própria das democracias", disse.

Selo

Durante o evento foi lançado um selo comemorativo de 20 anos da Advocacia-Geral da União com a presença do Vice-Presidente jurídico dos Correios, Cléucio Santos Nunes. A marca será impressa em cartas e correspondências distribuídas em todo o território nacional.

Cléucio destacou que a AGU nesses 20 anos tem prestado um serviço a sociedade brasileira inigualável. Apesar do pouco tempo de existência, de acordo com ele, a instituição demonstrou sua imensa capacidade de contribuir para o aprimoramento do estado brasileiro, na defesa das instituições nacionais e no interesse do povo brasileiro.

"Portanto, a AGU mais que defender os interesses de Estado está engajada na defesa dos valores democráticos das nações brasileiras".

Uyara Kamayurá