Gestão Estratégica na AGU

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publicado : 23/07/10
A modernização da AGU está baseada na introdução de um novo paradigma para sua atuação, capaz de contribuir para o aumento da efetividade das políticas públicas e atender as demandas dos diferentes segmentos da sociedade, para que, de um lado, se utilize racionalmente os recursos disponíveis e, por outro, que os resultados tornem-se tangíveis, adequados e transparentes, a partir de um debate sobre novas formas de gestão.

Uma nova administração pública precisa ser construída para que, dispondo de instrumentos gerenciais e democráticos diferenciados, possa combater os problemas que o Estado, no geral, e a AGU (agravado por seu histórico de construção) em particular, enfrentam no mundo contemporâneo. É preciso começar a introduzir e a utilizar os novos conceitos de gestão estratégica no Estado em substituição aos conceitos burocráticos e inadequados para enfrentar os novos desafios e as grandes mudanças trazidas pela globalização e avanços tecnológicos.

No modelo burocrático, o aparelho do Estado funciona na base de controle dos insumos: leis, normas e procedimentos pré-definidos que o burocrata tem que seguir rigorosamente. Estes são os instrumentos de controle do Estado pela sociedade que, supostamente, dão transparência à gestão de recursos públicos. Neste modelo, o burocrata cumpre as normas e procedimentos "técnicos", ignorando a demanda e os problemas do cidadão. Daí a rigidez, a falta de agilidade e o anacronismo tão comum no mundo atual das Organizações Públicas; mundo globalizado e em permanente mudança.

No novo paradigma gerencial, flexibilizam-se os controles dos insumos e controla-se a produção e a qualidade de bens e serviços públicos e seus resultados, tendo como referência as demandas da sociedade e do cidadão. Esta mudança de paradigma tornou-se possível com as novas soluções tecnológicas que permitem a captura, organização e disponibilização/democratização de informações dando transparência à utilização de recursos, aos procedimentos e às transações das ações estatais, além de possibilitarem acompanhar e mensurar os seus resultados.

Nesse contexto, surge a necessidade de se adotar as disciplinas da gestão estratégica, dentre elas a gestão dinâmica dos processos institucionais bem como de sua estrutura funcional, de modo a acompanhar as novas tendências e as necessidades da sociedade e dos cidadãos.